Publicado por: Denise em: maio 28, 2012
Quando eu era pequena minha mãe sempre mudava os móveis da casa de lugar. Arrastava um sofá aqui, a estante, trocava as cadeiras e… voalá!, tínhamos uma sala nova. Tirava pó de tudo, trocava enfeites, tudo se renovava. Levávamos alguns dias para nos acostumar à mudança, mas era sempre positivo. Eu gostava da sensação de estar num lugar novo – e ao mesmo tempo, familiar.
Nas minhas mudanças diversas tive pouca oportunidade de fazer a mesma coisa. Os cômodos eram pequenos, quase de configuração ‘única’, eu dividia apartamentos com outras pessoas e não podia sair fazendo o que eu bem entendesse. E desde que casei, também não tive oportunidade. No apartamento em Curitiba a maioria dos móveis eram embutidos e o que restava ficava limitado aos fios da tv e do telefone. Estávamos sempre com a mesma casa.
Meu marido viajou para visitar a familia no sul e volta amanhã. Foram 10 dias só eu, os gatos e a casa. Nos primeiros dias fiz algumas coisas acumuladas do trabalho, pensei na decoração da loja para o dia dos namorados e São João (acho que vai ficar linda!), vi tv até enjoar, dormi muito. Depois, com a rotina ‘trabalho-casa’, inventava de encontrar os amigos à noite e só voltava para tomar banho e dormir. Aproveitei bastante o tempo ‘sozinha, no meu espaço’, ouvi música alto, dancei pela casa, fiz as refeições em horários diferentes do habitual. Hoje, me deu um súbito desejo de desarrumar tudo, trocar, jogar coisas fora, transformar.
Vi cantos de móveis que a diarista nunca limpou (e nem são cantos escondidos… ahahah). Percebi o quanto acumulamos papel e pequenas tranqueirinhas (embalagens, cartões de visita, papéis, receitas que nunca fiz). E fiquei pensando no quão legal seria mudar tudo de lugar, só pra variar. Já vi a sala no lugar da mesa de jantar, a tv na parede verde, uma cristaleira para abrigar as taças que juntam pó – e outras que nem da caixa sairam. Quis quadros fofos nas paredes e fotos novas. Quis muita coisa diferente, mas tudo no meu contexto e ambiente familiar.
Nos acostumamos com a rotina, com o pó acumulado, com a bagunça se ajuntando no cantinho, com os enfeites de vela que nunca foram acesas. Como advertem por aí, nunca se tropeça em um morro, a gente vai tropeçando em pequenas pedrinhas – na arrumação da casa e também na vida.
Publicado por: Denise em: maio 25, 2012
Tenho quase 30 anos e sou adulta há bastante tempo. Dou conta de mim e das contas, moro longe da minha família há alguns anos, sempre me virei em empregos e mudanças e há tempos levo uma vida bastante independente. Mesmo longe da família sempre tive amigos que fizeram as vezes de pai, mãe, irmão mais velho, naquele núcleo que eu sou cuidada ao invés de cuidar. Passei por grandes ‘apuros’ na minha vida de jovem adulta. Precisei de fiador e pedi para amigos (por duas vezes), precisei de uma boa grana emprestada para saldar o banco – uma grande amiga ajudou, fiz mudanças de casas e apartamentos, consegui empregos: tudo por conta das pessoas que olhavam por mim.
É bom poder ter perto quem tem mais experiência, dá um conforto e até um certo alívio. Ok, já somos adultos e damos conta do recado, mas não é delicioso contar com alguém que já passou por suas experiências e pode até te dar um rumo novo? Adoro ter amigos mais velhos que eu, com experiências de vida, pessoas que se jogaram nos sonhos e foram atrás deles. Quem sabe não sou eu a amiga mais velha de alguém daqui uns anos? Heheh
Tem épocas da vida que parece que estamos fazendo tudo errado, que bate aquele desespero e o chão ameaça abrir. Eu ia escrever ‘crescer não é fácil’, mas aí pensei que ‘a vida não é fácil’, pra ninguém. É claro que com o passar dos anos a gente espera ser mais esperto, ter mais segurança, saber resolver os problemas. Como se os medos e inseguranças fossem sentimentos só dos jovens – mal sabíamos nós que todo mundo os carrega, como bagagem da vida.
Ouvir um pouco quem tem mais experiência tem sido até reconfortante. Não estou no caminho errado, é só mais difícil do que eu estava acostumada a encarar.
Publicado por: Denise em: maio 14, 2012
Dia desses dei aquela zapeada na tv e vi que começaria o filme ‘Foi apenas um sonho’, com o casal Titanic. Marido disse que era bom, deu uma cochilada no sofá e eu embalei. Tava dublado e vi mesmo assim.
O filme conta a história de um casal que se vê preso no casamento e que deixou para trás seus sonhos pessoais. Ela engravidou, mudaram para o subúrbio, ele passou a trabalhar numa empresa tradicional que sempre odiou, ela queria ser atriz. O filme tinha a maior cara de depressão e eu fui me surpreendendo e pensando na vida, enquanto as cenas se passavam.
Para mim, tudo ali girava em torno da tentativa. Tentar, sonhar, experimentar, dar a cara a tapa, se arriscar. Coisas que tenho pensado bastante, um ano e tanto depois da nossa decisão de mudar de Curitiba, de profissão e de costumes.
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Não é nada fácil morar tão longe da família e dos amigos. Temos internet, temos telefone ‘de graça’, temos fotos pelo celular, todo mundo no facebook. Nada disso, nenhuma tecnologia, consegue trazer o conforto que é estar com as pessoas que amamos. Olhar no olho, dar e receber abraço, corresponder ao sorriso, encostar no ombro para chorar. A tecnologia ameniza a falta que todos fazem, mas ainda sinto falta de gente, de pele, de braço e abraço, de carinho. No começo a empolgação mascara muito estas necessidades, um ano depois isso fica evidente: minhas raízes não são tão pequenas e curtas como eu imaginava.
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O filme acabou e eu fui chorar para o marido (eu sou chorona e ando numa fase chorona). Agradecer por tê-lo ao meu lado nos sonhos, nas mudanças, na tentativa. Estamos tão longe fazendo uma coisa nova, sendo forasteiros, tendo poucos amigos da própria cidade, investindo alto, trabalhando idem. Não é mole. Mas, fico sempre pensando: e quem disse que ter ficado seria fácil?
O caminho não é forrado de pétalas de rosas (confesso que vejo uma aqui e outra ali…), mas a gente caminha, com esperança de tudo mudar e melhorar. Não há mapas para encontrar nosso lugar no mundo .
Publicado por: Denise em: maio 4, 2012
Aniversariamos aqui em Aracaju. A vida tem sido muito boa até aqui, não tenho do que reclamar. Aprendo todos os dias, testo minhas habilidades profissionais e pessoais, aprendo a conviver com o novo e o diferente e aprendo mais sobre a cultura brasileira. Como somos tão diferentes dentro do mesmo país!
Neste primeiro ano foi hora de investir, de plantar. Todo mundo sabe que não é fácil mudar de cidade, de região, estar sem a família por perto e começar uma nova profissão. Fizemos de tudo! Conheci muita gente querida, convivo com meus amigos de infância (e é ótimo!), moro num lugar de clima mais que agradável e ainda, ao lado do homem que amo e escolhi para ser meu companheiro.
Até aqui, o mar não foi só de rosas. Investimos nossos recursos, convivo com o choque cultural, moro numa cidade pequena (e as vezes, consideravelmente provinciana), somos vistos como ‘forasteiros’, entre outras coisas. Mas viver é isso, dar a cara a tapa, experimentar, sentir, chorar, rir e ser feliz!
Obrigada por todo apoio recebido nestes 12 meses, pela força nos comentários, o carinho que recebo dos meus amigos leitores. É bom demais!
Uma seleção de fotos gostosas deste ano

Monumento que eu acho de gosto duvidoso, mas que simboliza o nome da cidade

Rio Sergipe ao fundo

Um ano de casados em Maragogi-Alagoas

Carnaval em Salvador, bão demais!

Sombra do centro de artesanato de Aracaju, anexo onde temos a loja

Amor gostoso demais
Publicado por: Denise em: abril 28, 2012
A vida tem sido uma loucura completa e não tenho feito muito a não ser trabalhar. Antes de que isso pareça uma coisa chata, cansativa e lá sem muita vida, não é bem assim. O trabalho do momento é fazer a loja estar no patamar que sonhamos para ela. (sim, novamente cá estou falando da Bela Prata)
É difícil e um considerável exercício sair do papo trabalho. Quantos de nós não caímos no hábito (muito natural) de só conviver com gente da nossa área, conversar com amigos da faculdade ou ainda, só ter amigos ou convivência com colegas de trabalho? A vida segue seu rumo e não é condenável quando acabamos convergindo para o nosso labor. O grande exercício é sair dele, pensar diferente, descansar, refletir sobre o mundo e nosso papel nele. E o trabalho fica para segunda-feira, das 8h às 18h.
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Nunca trabalhei tanto quanto agora. É algo que qualquer empreendedor diz e quem os acompanha, sabe que é assim mesmo. Acordo cedo, já pensando nas tarefas inúmeras, saio de casa e vou para a loja, onde o trabalho não pára e dificilmente consigo perder um pouco de tempo lendo meus blogs habituais ou batento um papinho com os amigos virtualmente. Consegui encaixar a ida a academia pela manhã, assim, não interrompo meu dia de trabalho e chego mais animada, com energia e pensando coisas diferentes. Tenho que contar aqui no blog a experiência deliciosa que tem sido fazer academia na Curves (aquela academia só para mulheres). Já faz quase 8 meses e isso é um senhor recorde pra mim! Mas voltando a falar do dia a dia, encaixei a academia antes de ir para a loja, assim, trabalho melhor depois de malhar.
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A nossa loja pequena é e fazemos de tudo: desde treinar funcionária (e haja treino!) a atender clientes, fazer compras, limpar os livros das vitrines, tratar com o meu querido Peterson das artes gráficas (panfletos, campanha no facebook, email-marketing) e atualizar o facebook, que tem sido muito divertido. O facebook , aliás, tem sido um ponto muito legal de encontro com clientes, amigos, parentes e gente que está conhecendo a Bela Prata através da internet. Fazemos fotos usando peças, sorteamos produtos, interagimos com clientes e acabamos vendendo, o que é sempre bom!
Pensar neste período completamente multi tarefas é uma loucura. Nunca trabalhei tanto, como já contei, mas também nunca fui tão reconhecida pelo meu trabalho e nunca me senti tão competente. Os desafios são enormes e temos encarado um a um, com garra e determinação. Tem dias que falta força de um – e o outro levanta. Tem dias que bate uma insegurança daquelas, daí aparece uma boa notícia. Em outros sofremos algum revés – mas aparece aquela cliente gente fina, que compra com a gente desde que abrimos, nos dando um feedback muito positivo – e assim, vamos seguindo.
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Nos finais de semana temos feito algumas coisas que nos dão prazer. Uma cervejinha com os amigos, um pedaço do domingo na praia, um passeio no museu novo (ótimo, este também vale um post a parte!), um tempinho para fotografar. As pessoas com quem convivo aqui em Aracaju são de áreas diferentes e é muito legal conversar sobre outras coisas que não o comércio. Uns são dentistas, outros advogados, um casal tem um bar na passarela do caranguejo (bem simples e delicioooso!), tem gente abrindo seu próprio negócio. Na mesa de bar falamos de futebol, das surpresas com o coentro (aqui em Sergipe vai em tudo, tudo mesmo, horrível!), dos finais de semana de festas, da ausência de crianças na turma – e a sobra de gatos! Heheh A vida segue. Daí chega segunda e a gente começa a correr tudo de novo. A pensar nas estratégias de venda, na panfletagem, na vitrine, no estoque. E seguimos para frente.
Publicado por: Denise em: abril 18, 2012
Estou lendo o livro ‘A Cabeça do Brasileiro’, do antropólogo Alberto Carlos de Almeida. Não, não, eu não sou destas pessoas cabeçudíssimas que tem livros acadêmicos na cabeceira. Mas meu marido comprou o livro e elogiou bastante, daí fiquei curiosa e me encorajei a lê-lo. Ele é fantástico! (o marido e o livro! <3 )
O pesquisador aponta dados reafirmando situações que normalmente a gente já sabe, instintivamente. Mostra através de números e de uma pesquisa séria, bem fundamentada, o que é o nosso Brasil: um país dividido por escolaridade, região e estar ou não pertencendo a economia ativa. Durante os capítulos, vai apontando conceitos tão enraizados na nossa cultura e no nosso dia a dia que, a cada página, sinto um verdadeiro choque quando me deparo com a verdade. Que muitas dificuldades que sentimos no nosso cotidiano e aquela torcida de nariz que damos em determinadas situações está ‘explicada’ em anos de baixa escolaridade e falta de conhecimento, entre tantos outros fatores. É difícil não se identificar com capítulos inteiros ou rever alguns momentos da nossa própria vida. A linha fina que separa o famoso ‘jeitinho brasileiro’ da corrupção e do favor, tudo tão nosso.
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Sou tipicamente brasileira: neta de migrantes (alagoanos e paranaenses), nascida numa grande capital, criada no interiorzão do Paraná, adulta em cidades desenvolvidas (Londrina e Curitiba). Meus avós são analfabetos, meus pais não têm curso superior e é na minha geração que entrou o ‘terceiro grau’ na minha família, dos dois lados. Lendo o livro vi meu avô paterno, vi meus tios, me vi.
Saí do sul do Brasil para viver no nordeste, de Curitiba (que se vê e é vista como ‘Europa brasileira’) para a pequena Aracaju, a ‘princesinha do nordeste’, como já ouvi por aí. O contraste cultural é gigantesco, mas ainda estamos no mesmo país, falando a mesma língua, tendo a mesma história, presidente, constituição, direitos e deveres. Cantamos o mesmo hino nacional e torcemos pela seleção canarinho, de norte a sul. Por mais escolarizado que sejamos, é no Brasil que está nossa identidade como sociedade, concordando ou não com jeitinhos, preconceitos, punições ilegais. O livro mostra o contraste e até antagonismo que é o Brasil com formação universitária e o Brasil de baixa escolaridade. E aqui, faço uma ressalva: tem gente tosca com diploma na mão e tem gente com a cabeça muito pra frente sendo analfabeto. Não vamos ser extremistas, ok?
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Meu irmão querido embarcou na noite passada para viver na Europa, estudar, trabalhar e, quem sabe, ficar por lá. Sabemos das inúmeras dificuldades que é ter diploma universitário, saber outra língua, ter conhecimento técnico e empírico em áreas diversas e ainda assim, não conseguir manter um estilo de vida que merecemos ter. (e não tô falando de luxo não, tô falando de coisas simples, pagar um aluguel, nos locomover, nos alimentar, ter lazer e continuar estudando, por exemplo) Visualizar a vida lá fora, num país ‘civilizado’, estudado e com outras oportunidades é sempre muito atraente e eu torço, com todas as minhas forças e boas energias, que a vida dê a ele tudo o que ele merece e almeja alcançar.
Nunca saí do Brasil e, consequentemente, nunca morei fora daqui (sou típica classe média mesmo), então, não sei exatamente qual é o sentimento que se tem estando fora. Dentro dos nossos limites, somos cidadãos, fora dele, viramos estrangeiros. E ser estrangeiro em qualquer lugar do mundo (excluindo o Brasil, na boa, porque aqui as pessoas realmente encontram ‘um lugar para chamar de seu’) é uma coisa complicada. Mudando de região, como eu mudei, já escuto que ‘sou forasteira’. É bem bizarro.
Ao mesmo tempo, fico imaginando como deve ser doido olhar para um lugar sempre limpo, não ter gente pedindo ‘um trocadinho’ nas ruas e praças, não ver ninguém furando fila por ter um conhecido que é atendente do banco (vivi isso ontem, é insuportável!) nem pessoas consumindo alimentos dentro do supermercado (ou tô muito iludida?). Acho que temos uma centelha de identificação com a civilidade de outros países, mas nada que nos faça sentir ‘parte’ daquele todo. Eu não sei, preciso da experiência para saber – e meu irmão já já vai poder me contar das suas impressões.
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Ser brasileira é detestar a folga alheia e sempre acreditar que, quando você é meio folgado, é uma exceção. É ficar com raiva quando um espertinho passa pelo acostamento e se você fura um sinal vermelho, é com medo de outros motoristas baterem na traseira do seu carro. (rs) É torcer para ter a copa aqui e não poder pagar pelos ingressos. É andar todo dia feito sardinha em lata dentro de um ônibus e sonhar em ter um carro – e viver congestionado. Enfim, é uma infinidade de sentimentos confusos e muito loucos, mas que nos faz únicos. Saudades desde já de você, meu querido Rick.
Publicado por: Denise em: abril 8, 2012
Tenho ido mais ao médico do que fotografado. Ou passeado de bicicleta. Ou ido ao cinema ou shopping. Em menos de 1 semana fui ao hospital duas vezes e nas duas tomei soro, me senti péssima e foi aquela coisa toda.
Minha saúde nunca foi de ferro, mas longe de ser frágil. Quando criança estava sempre em pronto socorros da vida por conta da bronquite – que logo sarou assim que mudamos de São Paulo. Na adolescência nunca tive uma virose, algum corte que merecesse pontos, nenhuma cirurgia rápida ou de emergência, nada. Nem tínhamos plano de saúde, porque realmente valia a pena ir ao médico e pagar particular se fosse necessário. Enfim, tudo estava ok.
Desde que mudei e fizemos um plano de saúde, visitei médicos, fiz exames, aquela coisa toda. Fiz check-up geral, detectei a intolerância à lactose neste ano (um saco, por sinal), passei a ter remédios, muitos remédios em casa. Já escutei que devia ir a um homeopata, mas confesso que parte de mim não acredita muito. É complicado. E só a ideia de procurar um médico que me salve dos outros médicos é muito esquisita.
Da parte do azar, peguei uma infecção através de alguma comida contaminada e dá-lhe hospital, como foi na semana passada. A sorte foi ter ido rápido ao médico, antes dos sintomas piorarem e eu ficar acabada em casa, desidratando e sem forças. Perdi um dia de trabalho e tomei o antibiótico certinho. Estava curada. Daí comecei a trabalhar para compensar a falta no começo da semana e as mil coisas que resolvi mudar na loja. Começou da parte do estresse.
Tem dias que me surpreendo com a quantidade de coisas mínimas e pequenas que tenho que fazer, resolver, cuidar, gerenciar, pedir, atender, etc, etc. É realmente muito detalhe e gosto que as coisas fiquem certinhas. Não sou obsecada pela perfeição, longe disso, mas acredito em organização, sistemas e charme, é claro. Vendemos acessórios – que por si só não são realmente necessários – então, que este momento de compra seja prazeroso, seja especial, que seja marcante.
Na última quinta, fechamos o dia e eu estava acabada. Consegui reorganizar os pingentes e deixei tudo de uma forma mais apresentável e bonita – o que me custou horas sentada, curvada sobre uma placa de E.V.A, exercenco o máximo da coordenação fina. Resultado? Já de noite estava com as costas muito doloridas. Quando acordei no feriado, quase não conseguia me mexer e percebi que tinha travado os músculos das costas! Desespero total!
Passei o dia entre bolsa de água quente, remédios (mais!), banho quente, massagens com pomada Cataflan. Fui trabalhar no sábado de manhã uns 45% melhorada, mas ainda sentindo muita dor e estando bastante limitada nos movimentos. De noite, não aguentei mais: vamos para o hospital, de novo. Lá estava eu, uma semana depois, visitando médicos plantonistas e tomando medicação no soro. Pelo menos saí de lá com 10% da dor que entrei, conseguia me virar, abaixar e me sentir um tanto normal.
Esta coisa de relaxar, trabalhar fazendo ‘o que dá’ e tocar a vida pra frente não é fácil. Não tem manual, não é?
Publicado por: Denise em: março 30, 2012
Não sei vocês, mas março foi um mês daqueles. Apertamos o cinto na loja, tive uma viagem corrida e cansativa, me decepcionei, fui para uma festa de arromba daquelas que começa de tarde e acaba meia noite todo mundo na piscina, fiz exames médicos e dieta ‘lactose free’. Um tantão de coisas para 30 dias.
Neste mês tivemos a semana da mulher e um mês de promoção de descontos na Bela Prata, sem contar a nossa publicidade feita na cidade (anunciamos por 1 mês num jornal daqui). Trabalhei feito uma louca tendo ideias, mandando emails para meus amigos ajudantes (amém jesuis! por eles!), corrigindo funcionárias, fazendo compras e negociando. Atividades que requerem força, habilidade, confiança e auto estima – e não é mole fazer tudo o que a gente sabe que precisa fazer para dar certo.
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Tem dias que me pego pensando como seria se eu estivesse investindo na minha profissão de formação e buscasse um emprego de verdade na minha área. Abrir uma agência de comunicação, por exemplo. Em alguns (não poucos) momentos questiono minha real habilidade em estar fazendo tudo o que estamos fazendo. Fizemos um bom investimento financeiro, emocional e profissional neste projeto e o medo de não dar certo caminha perto, muito perto. Uma correspondência de clientes ou parceiros me deixa toda animada, conviver em condomínio/shopping me deixa triste. O caixa no final do mês continua raso, muito raso e é inevitável pensar nas contas que vencem e no quanto precisamos faturar. É um momento de inseguranças.
Ao mesmo tempo, me sinto muito, mas muito realizada em estar vivendo o que foram sonhos e projetos há pouco menos de 5 anos. O tempo passou tão depressa e a vida foi tão corrida que nem deu para perceber direito o quanto dói crescer e mudar. Posso não ter o negócio mais rentável do mundo (pelo menos por enquanto) nem a profissão que se paga melhor, mas realizar sonhos é fantástico.
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O mês acaba e leva com ele o temor, as dúvidas e frios na barriga. Que abril chegue com ânimo, disposição, crescimento e resultados.
Publicado por: Denise em: março 27, 2012
A faculdade de comunicação é uma verdadeira incógnita na lista de cursos de graduação. É um lugar para aprimorar e ‘colocar técnica’ naquilo que já se sabe, além de dar um pouco mais de base para ampliar horizontes e talvez, pensar um pouco diferente. Quem entra ‘cru’ não sai de lá sendo jornalista. Os quatro anos de trabalhos, provas e presença diária não fazem milagres. Lá só se aprimora – quem não é jornalista não aprenderá a ser na sala de aula. (e quem quiser discordar, estamos aí…)
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Nos anos de faculdade aprendi a fazer jornal comunitário. A diagramar informativos no Page Maker (que descobri ainda na faculdade que ninguém mais usava o programa, só a gente…). A formatar entrevistas feitas em forma de reportagem. A fazer ‘off’, ‘cabeça’ e pequenas edições em telejornais. Estas coisas todas deixam uma pessoa apta a praticar o jornalismo (entre as tantas outras que aprendemos, é claro), porém não transforma um estudante em um jornalista. Se a pessoa não já tiver o mínimo de tino e de curiosidade, pode esquecer.
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Apesar de tudo isso, colocar em prática lições de comunicação não são fáceis. Eu já tinha um tanto de jornalista em mim (e continuo tendo até hoje, seja nas conversas/entrevistas, seja na curiosidade e facilidade em engatar um papo), porém o trabalho de comunicação que transita entre relações públicas, publicidade e jornalismo, é um tanto mais difícil.
Quando entrei na faculdade o sonho da maioria dos alunos era: trabalhar em veículos de comunicação, seja impresso, televisão ou rádio. A internet surgiu com oportunidade só depois, com o crescimento de sites e surgimento de blogs como forma de jornalismo com credibilidade. Hoje em dia sei que muitos alunos já tem uma intenção maior em trabalhar como assessor de imprensa e para isso, é necessário este conhecimento multimídia, que é um pouco relações públicas, pensa como publicitário e escreve (mais ou menos) como jornalista.
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Este blá blá blá todo para contar que estou trabalhando a comunicação da Bela Prata em parceria com a querida Maria Claudia Lara, que é minha amiga há anos (desde a época de Londrina!) e comadre, veja só! Estamos colocando as ideias em prática através da página do facebook da loja e o blog que estamos quase na fase final para sair detrás das cortinas de HTML do nosso site, recém inaugurado (e desenvolvido por ela e pelo maridão). Ela é professora de comunicação e marketing na Opet e é daquelas bem caxias, que quer levar aos alunos coisas novas, práticas, atenta a este novo mercado e comportamento do consumidor na internet.
Durante anos li sobre ações de marketing realizados por marcas grandes e também pequenas e agora, estou colocando em prática tudo o que fui aprendendo ao longo do tempo. Não é fácil. É tão mais simples dizer o que pode ser feito ao invés de botar a mão na massa… sem contar que, na internet, precisamos de uma verdadeira correspondência do nosso público leitor, participação e interatividade. E relacionamentos não se controem da noite para o dia, vamos combinar…
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A loja está indo para o seu quarto mês. Só deus sabe tudo o que passamos para chegar até aqui. A satisfação é imensa, o trabalho não acaba quando vamos para casa e a cabeça só se distrai quando vejo Breaking Bad (vício novo indicado pela Carla Cursino) ou quando saio para encontrar amigos. É uma satisfação enorme fazer o que sempre sonhou e nisso não está subentendido que será fácil.
Publicado por: Denise em: março 26, 2012
Poder viajar é bom demais. Ver a família, matar a saudade, estar com amigos, então, nem se fala. O sumiço aqui do blog teve um motivo especial: fui para Londrina e São Paulo, a cabeça não saiu da loja, o coração apertou na casa da mãe e a internet ficou em segundo plano.

Meu sobrinho lindo e crescendo muito

Querido Peterson, que fez toda a comunicação visual da Bela Prata e é meu amigo há 10 anos

Minha amiga Carla, que saiu de Maringá para passar o dia comigo <3

A Fernanda deu a luz à Ana Zilda, que eu tinha conhecido só na barriga. Lindas!

Em São Paulo fui conhecer o empreendimento dos meus queridos Ale e Gresiela, que amo de paixão!

Este ano meus irmãos fazem 18 anos. O tempo passou e eu os congelei com 9 anos na minha memória.

Minha mãe e meu avô materno. Quanta coisa aconteceu neste último ano.
Voltaremos a nossa programação normal nas próximas semanas, mimimi de mulher e aquela coisa toda. hehehe